Em mais uma rodada de negociação em busca de um acordo que viabilize o equilíbrio perene da Cassi, a direção do Banco do Brasil apresentou nesta quarta-feira 10 de dezembro uma proposta de antecipação de valores que a Comissão de Negociação representando os associados considerou aquém das necessidades.
A Comissão de Negociação é integrada pela Contraf-CUT/Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, pela Contec, pela Anabb, pela Afabb e pela FAABB e é assessorada pelos dirigentes eleitos na Cassi.
Para reforçar o caixa e o capital regulatório da Caixa de Assistência, os representantes dos funcionários reivindicaram do banco o adiantamento, já em janeiro de 2026, de dez valores referentes ao 13º salário e o aporte patronal em janeiro de 2026 de uma taxa de administração referente aos 12 meses de 2026.
Os representantes do BB, entretanto, negaram o pedido dos trabalhadores e apresentaram, como contraproposta, apenas a antecipação de três anos do 13º salário, com a alegação de que já seria o suficiente para a construção conjunta de uma proposta futura a ser apresentada e aprovada pelo corpo de associados.
A direção da Cassi, por sua vez, respondeu que esses valores não são suficientes para a recomposição das reservas por um prazo razoável para o bom andamento do debate de custeio, ocasionando em um cenário de risco regulatório para a operadora já no segundo semestre do ano de 2026.
A coordenadora da mesa de negociação, Fernanda Lopes, que é da Comissão de Empresa dos Funcionários, lembrou que o objetivo da negociação entre os representantes dos trabalhadores e do banco é encontrar soluções definitivas para o custeio. “O atendimento do pedido, feito pelas entidades sindicais que representamos, daria tranquilidade durante a continuidade da negociação para construir uma solução perene à Cassi”, reafirmou Fernanda.
“Nossa reivindicação permanece, para que o mais breve possível a gente alcance uma solução de valoração e fortalecimento de uma das maiores conquistas do funcionalismo do BB para eles mesmos e seus familiares, que é um plano de saúde acessível e que tem como pilar a solidariedade, com o custeio compartilhado entre os participantes e o patrocinador, que é o Banco do Brasil“, completou a representante do funcionalismo.
(Com informações da Contraf-CUT)


