Saiba como se vacinar pela CASSI
Doenças que já haviam sido erradicadas ou controladas no Brasil estão voltando em várias partes do país, principalmente sarampo, mas também poliomielite, coqueluche, difteria, rubéola, meningite e febre amarela.
O número de casos de sarampo no Brasil chegou a 24 na sexta-feira 7 de agosto, dos quais 23 apenas no Estado de São Paulo, segundo a secretaria estadual paulista da Saúde (sete a mais do que apenas quatro dias antes), e um no Rio de Janeiro.
O aumento ocorre em um momento em que o sarampo também avança em outros países das Américas. Citando autoridades de saúde norte-americanas, a BBC Brasil informou esta semana que os Estados Unidos, por exemplo, enfrentam seu maior surto da doença em 35 anos.
Isso coincide com a ordem executiva assinada nesta segunda-feira 10 de agosto pelo presidente Donald Trump de reduzir para 11 o número de vacinas infantis, em vez das 18 atualmente recomendadas pela Academia Americana de Pediatria.
No Brasil, especialistas apontam que a queda da vacinação permitiu que o vírus voltasse a circular com força. Como o sarampo continua sendo importado por viajantes, países que mantêm bolsões de pessoas sem proteção suficiente também ficam vulneráveis ao surgimento de novos casos.
Agências que acompanham a audiência nas redes sociais indicam que o aumento de casos de sarampo também coincide com o crescimento da atuação do movimento antivacina e da desinformação, à medida em que sem aproximam as eleições de outubro.
“Seguindo orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, a Cassi alerta sobre os riscos que a desinformação e o negacionismo científico trazem para a população em geral, como ocorreu na epidemia da Covid-19. E recomenda aos associados e associadas que sigam as orientações médicas e respeitem todas as campanhas de vacinação”, afirma Luciana Bagno, diretora de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento.
A Organização Mundial da Saúde estima que 2 a 3 milhões de mortes são evitadas por ano graças à vacinação.
Onde e como se vacinar. Quais vacinas podem ser ressarcidas pela CASSI
Apenas as vacinas para prevenção de doenças infectocontagiosas têm previsão de cobertura pela CASSI, dependendo do contrato de cada plano e de regras específicas, atreladas ao calendário vacinal e à disponibilidade para cada público nas campanhas nacionais de vacinação promovidas pelo Ministério da Saúde.
Porém, mesmo que o contrato do plano contemple ressarcimento para determinada vacina, é necessário solicitar a autorização prévia da CASSI, antes da aplicação.
A Cassi publicou uma Cartilha de Vacinas na qual explica por que é importante a imunização de todos e apresenta a lista de todas as doses previstas no calendário de vacinação do Ministério da Saúde, indicadas para as diferentes idades e fases da vida, e também nas campanhas de imunização.
A cartilha tem todas as orientações sobre como solicitar a vacina, onde e como se vacinar e quem tem direito ao abono da vacinação.
Clique aqui para ler a Cartilha de Vacinas.
Em caso de dúvidas ou precisar de orientação, procure sua Unidade ou CliniCASSI de referência ou contate a Central 0800 7290080, que funciona 24 horas.
Fonte: Cassi e BBC


