O Ministério da Saúde criou no dia 12 de setembro de 2025 a Lei nº 15.207/2025, que instituiu nacionalmente a campanha Agosto Branco, destinada à prevenção e conscientização sobre o câncer de pulmão, o tipo cancerígeno que mais mata no mundo. E adotou o 1º de agosto como Dia Mundial de Combate ao Câncer de Pulmão.
O câncer é um dos principais desafios da saúde na atualidade. O envelhecimento da população e as mudanças nos hábitos de vida têm contribuído para o aumento dos casos da doença, tornando fundamental a adoção de estratégias voltadas à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), aproximadamente 85% dos casos de câncer de pulmão estão associados ao consumo de derivados do tabaco. O tabagismo é, de longe, o principal fator de risco.
Nesse cenário, a Cassi desenvolve ações contínuas de monitoramento, planejamento assistencial e coordenação do cuidado para garantir uma assistência mais segura, humanizada e eficiente aos participantes.
Os estudos populacionais conduzidos pela instituição e o acompanhamento epidemiológico permitem compreender o perfil da população, identificar tendências e planejar de forma mais assertiva a rede de atendimento, assegurando que os recursos e serviços estejam alinhados às necessidades dos participantes.
Novas estratégias de assistência e prevenção
A relevância clínica da doença e seu impacto na saúde da população motivaram a adoção de novas estratégias voltadas ao fortalecimento da assistência e da prevenção.
“Diante do cenário de relevância clínica da doença e seu impacto na saúde da população, a Cassi está conduzindo o processo de revisão e construção do Protocolo de Rastreamento e Cuidado do Câncer de Pulmão. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a atuação das equipes da Atenção Primária à Saúde (APS) na coordenação do cuidado, por meio de uma linha assistencial estruturada, baseada em evidências científicas e alinhada às melhores práticas do setor. O protocolo também servirá como apoio técnico para os processos de avaliação, regulação e acompanhamento dos casos”, informa Luciana Bagno, diretora de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento da Cassi.
A proposta vai além da organização da assistência aos participantes já diagnosticados. “O novo protocolo representa uma estratégia importante para ampliar as ações de promoção da saúde, prevenção e detecção precoce da doença. Entre as iniciativas previstas estão o fortalecimento da identificação de fatores de risco, o incentivo à cessação do tabagismo, a promoção de hábitos de vida saudáveis e a implementação de estratégias de rastreamento direcionadas à população elegível”, acrescenta Luciana.
Para o diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, Alberto Alves Júnior, “além das ações voltadas à organização do cuidado oncológico, a Cassi também investiu em novos contratos para fornecimento de medicamentos oncológicos orais. A medida aprimorou a logística de entrega aos participantes, garantindo maior regularidade no acesso aos tratamentos e fortalecendo o monitoramento clínico dos casos”.
“Com isso – prossegue Alberto Júnior -, as equipes assistenciais podem direcionar esforços ainda maiores para o acompanhamento dos participantes, promovendo uma assistência mais qualificada e contribuindo para a sustentabilidade do modelo de atenção à saúde.”
Mais qualidade de vida
O modelo assistencial da Cassi está estruturado para garantir acolhimento, integralidade e continuidade da assistência em todas as etapas da jornada do paciente oncológico. Desde a identificação precoce de fatores de risco e sinais de alerta até o tratamento e o acompanhamento pós-terapêutico, o foco está em oferecer suporte permanente, com cuidado coordenado e centrado nas necessidades de cada participante.
Ao integrar ações preventivas, assistenciais e de coordenação do cuidado, a Cassi reafirma seu compromisso com um modelo de atenção voltado para a prevenção, a promoção da saúde e a melhoria dos desfechos clínicos. A estratégia contribui para uma assistência cada vez mais qualificada, resolutiva e sustentável, ampliando as oportunidades de diagnóstico precoce, tratamento oportuno e melhor qualidade de vida para os participantes.
Dicas para prevenir o câncer de pulmão
Segundo o Inca, além de evitar o tabagismo também é importante:
• evitar o tabagismo passivo;
• evitar ambientes contaminados pela fumaça do cigarro;
• prevenir a iniciação de crianças, adolescentes e jovens ao tabagismo;
• evitar, quando possível, exposição ocupacional a substâncias cancerígenas;
• utilizar corretamente equipamentos de proteção no trabalho;
• praticar atividade física.
O Inca alerta que não fumar não significa risco zero. Pessoas que nunca fumaram também podem desenvolver câncer de pulmão. Poluição, exposição ocupacional a determinadas substâncias, radônio, amianto, histórico familiar e fatores genéticos, entre outros, podem participar do risco.
O câncer de pulmão pode permanecer silencioso durante bastante tempo. Quando aparecem, os sinais que merecem investigação incluem:
• tosse persistente;
• mudança no padrão habitual da tosse, especialmente em fumantes;
• sangue no escarro;
• falta de ar ou piora da falta de ar;
• dor no peito;
• rouquidão persistente;
• perda de peso ou de apetite sem causa aparente;
• cansaço ou fraqueza;
• episódios recorrentes de pneumonia ou bronquite.
O Inca recomenda procurar atendimento médico diante desses sinais, principalmente quando persistem. Mas ressalva que esses sintomas não significam necessariamente câncer. A recomendação é que sejaminvestigados adequadamente.






