A necessidade urgente de um acordo que resolva a situação financeira imediata da Cassi e garanta a sustentabilidade a longo prazo do Plano de Associados foi o principal tema da rodada de negociação realizada em São Paulo nesta terça-feira 25 entre a direção do Banco do Brasil e a Comissão de Empresa dos Funcionários (CEEB, instância da Contraf-CUT), como parte da Campanha Nacional dos Bancários 2026.
Foi a oitava rodada de negociação com o BB desde o início da campanha, sem que houvesse avanços nas principais reivindicações do funcionalismo. O encontro ocorreu na sequência da reunião do Comando Nacional dos Bancários com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos, que também inclui o BB).
Na discussão sobre a Cassi, a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários, Fernanda Lopes, defendeu uma solução emergencial para enfrentar a atual insuficiência de recursos da Caixa de Assistência. A proposta de solução, apresentada pela Contraf-CUT e demais entidades representativas do funcionalismo, prevê a realização de um aporte ou adiantamento imediato, independentemente da possibilidade de, neste momento, haver uma reforma estatutária ou a adoção de outra medida estrutural.
A coordenadora ressaltou a necessidade de uma resposta urgente do Banco do Brasil, com a garantia de recursos ainda no mês de agosto, para assegurar o cumprimento dos compromissos assumidos pela Cassi.
“A situação da Cassi exige uma resposta imediata. Não podemos esperar a definição de uma solução estrutural enquanto há uma insuficiência de recursos que precisa ser enfrentada agora. Por isso, reforçamos a necessidade de um aporte ou adiantamento emergencial, ainda no mês de agosto, para garantir os recursos necessários ao cumprimento dos compromissos da Caixa de Assistência”, afirmou Fernanda.
A direção do Banco do Brasil, por sua vez, reconheceu a preocupação com a situação da Cassi, mas não apresentou uma solução concreta para a reivindicação. Saiba aqui como foi a rodada de negociação desta terça-feira da Comissão de Empresa com o BB.
Contraf-CUT já havia feito cobrança em negociação anterior
Não é a primeira vez que a Contraf-CUT cobra do BB na mesa de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2026 uma solução para a Cassi. Na rodada do dia 23 de julho, a Confederação já havia cobrado do banco posicionamento sobre a proposta apresentada pela comissão de negociação composta pela Contraf, Cassi e demais entidades representativas do funcionalismo. E ainda denunciou o assédio moral e as metas abusivas, que aumentam dramaticamente os adoecimentos mentais, exigindo uma solução urgente e definitiva para a sustentabilidade da Cassi.
“O banco precisa assumir sua responsabilidade. Reforçamos na mesa a necessidade de uma solução definitiva para a Cassi e, neste momento, de um aporte financeiro que cubra o déficit já existente neste ano”, reforçou Fernanda Lopes naquela reunião.
A representação dos trabalhadores defendeu ainda no encontro que, após o aporte financeiro, o banco encaminhe a inclusão dos funcionários oriundos de bancos incorporados na Cassi e na Previ, além da retomada do patrocínio da Cassi para os empregados admitidos a partir de 2018.
Na rodada de negociação realizada em 3 de julho para discutir exclusivamente a Cassi, a comissão de negociação que representa as entidades do funcionalismo também havia insistido na cobrança da direção do BB um aporte emergencial de R$ 580 milhões na Cassi e o adiamento da cobrança da primeira parcela do adiantamento do 13º salário para o fim de 2027, enquanto as partes continuassem negociando um acordo duradouro que garanta a sustentabilidade a longo prazo da Caixa de Assistência.
Os representantes do BB disseram que o banco acolhia positivamente a proposta apresentada pelas entidades, mas que ainda necessitava de tempo para avaliar seus impactos.
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Com informações da Contraf-CUT











